segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A educação inclusiva dos incluídos


A Educação Inclusiva dos Incluídos

Ao olhar o sistema educacional brasileiro é fácil perceber o quanto ainda temos que avançar enquanto sociedade voltada à educação. Dentro do amplo espectro educacional, a educação inclusiva de pessoas portadoras de limitações ainda ensaia os seus primeiros passos, estamos apenas nas discussões iniciais sobre os modos de como tornar real essa necessidade. A importância desse assunto é inegável e unanime entre os educadores, as famílias e a sociedade como um todo, porém, antes de qualquer coisa, a que se perguntar, estamos incluindo quem aonde? O “quem” já sabemos mas é o com “onde” que justamente deveríamos estar mais preocupados.

O nosso sistema escolar com seu modelo “fábrica”, produz alunos em série, por meio de um ensino fragmentado, isolado e desconectado da vida que existe fora dos altos muros com arame farpado que “protegem” a escola. Nesse ambiente protegido das mazelas da sociedade, se aspira aos mais altos valores humanos, o saber e as ciências, num ideal platônico onde a concretude da vida deva ser sublimada. Do lado de fora dos portões da escola devem ficar os sentimentos, as emoções, a morte, o amor, a espiritualidade, etc, ou seja, entram – como se fosse possível – indivíduos parciais, limitados e por que não dizer, deficientes da sua humanidade plena. Na escola só há espaço e tempo para tratar de assuntos que dizem respeito ao saber ideal, pois requer que rizomas, dígrafos e funções logarítmicas tenham prioridade sobre as demais questões da vida.

Uma inversão de valor ocorreu e a escola parece ainda não ter se dado conta. Até um tempo atrás a escola era “o lugar” para se obter conhecimento, saber sobre rizomas, dígrafos e funções logarítmicas somente era possível nesse ambiente. Atualmente, com a tecnologia da informação que se tem disponível e que a cada dia é mais e mais acessível, podemos saber sobre os mais variados assuntos a qualquer hora e em qualquer lugar, tirando assim, a primazia da escola como o local onde se busca o conhecimento. Como resultado desse modelo, temos jovens desinteressados, totalmente desmotivados e professores perdidos sem saber o que fazer. Para o jovem a escola acabou se tornando simplesmente um espaço social a mais para estar com os amigos.

O modelo de ensino atual não consegue corresponder aos anseios da sociedade na formação de cidadãos, pois insiste em manter limitada e fragmentada a plenitude da vida do jovem, excluindo suas emoções, sentimentos, espiritualidade, motivações, amores e tantas outras características próprias do humano. Junto com a inclusão dos jovens portadores de limitações devemos também fazer a inclusão dos que já se encontram parcialmente incluídos, afinal, estar incluído e se sentir incluído só é possível onde nos sentimos bem, aceito e feliz.

terça-feira, 7 de junho de 2011

O homem que perdeu seu cavalo

Esta é uma história taoísta muito famosa.

É sobre um velho agricultor cujo cavalo fugiu:

Naquela noite, os vizinhos se reuniram para lamentar com ele a má sorte, e ele disse: "Talvez."

No dia seguinte, o cavalo voltou, mas trouxe com ele seis cavalos selvagens, e os vizinhos vieram exclamando a boa fortuna, e ele disse: "Talvez."

E então no dia seguinte, seu filho tentou selar e montar um dos cavalos selvagens, mas foi lançado ao chão e quebrou a perna. Mais uma vez os vizinhos vieram para oferecer sua simpatia pela infelicidade, e ele disse: "Talvez."

No dia seguinte, oficiais chegaram à aldeia para recrutar jovens para o exército, mas por causa da perna quebrada o filho do fazendeiro foi rejeitado. Quando os vizinhos chegaram para dizer como ele teve sorte, ele disse, "Talvez".